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Mercado discute problema do assédio

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Lia Bertoni, Fernanda Coelho, Gabriela Rodrigues, Renata Brandão e Ken Fujioka.

A APRO – Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais marcou presença em dois importantes debates realizados durante o no Festival do Clube de Criação 2018, que aconteceu entre os dias 22 e 24 de setembro na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

O primeiro deles foi  “Assédio: coerção, insistência, perseguição”, e teve como mediador Ken Fujioka (Sócio-Fundador – ADA Strategy / Presidente do Conselho GP – Grupo de Planejamento). Ele abriu o painel com a apresentação de uma pesquisa sobre o tema feita pelo GP, que vem sendo mostrada às agências de publicidade do mercado: desde o final de 2017, foram feitas 42 apresentações do trabalho, que segundo Fujioka propõe um debate aberto sobre o assunto e que se deve pregar que haja tolerância zero. “Estamos num mercado em que sabemos que tem pessoas sendo demitidas por casos de assédio”, afirmou.

Renata Brandão, Conselheira da APRO  e Chief Executive Officer da Conspiração Filmes falou sobre o lançamento da Cartilha do “Pacto de Responsabilidade Antiassédio no Setor do Audiovisual”.  Ela lembrou que a publicação é resultado de nove meses de trabalho de um grupo de entidades que se produziu uma cartilha orientadora, jurídica, legal, processual, um código de conduta e de ética para que isso se espalhe no mercado. “Temos obviamente muitos objetivos com a cartilha. O primeiro é ajudar pequenas produtoras ou empresas menores e pessoas que não tenham recursos jurídicos para saber o que fazer em casos de assédio”. Ainda de acordo com Renata, a ideia foi sempre proteger pessoas físicas e jurídicas, assédio moral e sexual. “Focamos muito em buscar recursos legais para proteger pessoas e empresas. Nós, produtoras, também somos responsáveis legais também por casos de assédio.” A cartilha está pronta e pode ser acessada aqui: www.apro.org.br (área de documentos). A conselheira da Apro também adiantou que haverá uma camapnha que entrará em breve nos sets de filmagem com esclarecimentos sobre o tema. “Estamos encarando o problema de frente, com quase 80% domercado signatário dessa cartilha”, assinalou.

As demais debatedoras foram Fernanda Coelho (Chief Talent Officer – Publicis Communication); Gabriela Rodrigues (Creative Data Manager – SOKO); e Lia Bertoni (Diretora de Marketing – AmBev). Gabriela falou do seu trabalho “Guia de Linguagem Não Sexista”. “Agências são pessoas”, assinalou Fernanda Coelho, lembrando que é bem necessário falar sobre o assunto, sendo necessária muitas conversas, fóruns, para rediscutir as referências com muitas conversas: sobre mulheres, negros, LGBTQ+. “Como falamos de uma questão cultural, muitas das lideranças das agências cresceram nesse modelo tido de sucesso”, diz. Para ela, é preciso trabalhar também essas lideranças para que se busque resultados com engajamento e não com coerção. Ela lembrou que o grupo possui um código de conduta.

Lia Bertoni lembrou que, do lado do cliente, ela vê a equipe dedicada da agência como seu grande time de trabalho. “A gente percebe que um bom trabalho vem da diminuição de fronteiras entre cliente, agência e produtoras, e portanto a gente deveria ver essa diminuição em relação à nossa empatia, respeito e responsabilidade como anunciante em relação ao que acontece dentro da agência e vice-versa”. (Edianez Parente)

 

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