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TV paga discute momento do mercado e formas de crescimento

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O PAY-TV Forum, evento destinado a discutir o setor de TV por assinatura realizado pelas publicações online Tela Viva e Teletime, reuniu nos últimos dias 30 e 31 no WTC Eventos em São Paulo os principais players do mercado para discutir os rumos do setor e possibilidades de retomada de crescimento. Tema de interesse máximo para o setor do audiovisual, a questão da produção nacional permeou grande parte dos debates e apresentações. A APRO foi uma das apoiadoras institucionais do evento.

Renato Meirelles, do Instituto Locomotiva, fez um apanhado dos hábitos de consumo do brasileiro, que sofreram mudanças nestes anos 2000. Ele lembrou que a renda média familiar dos 25% mais pobres foi a que apresentou maior crescimento (73%) enquanto a renda dos mais ricos aumentou menos (18%). Ele mostrou que 42% das classes A e B sequer possuem TV por assinatura. Na classe C,  94% navegam na internet , 30% possuem TV paga e 74% usam smartphone. “É necessário fazer um exercício de humildade e se colocar no lugar do consumidor para entender as demandas de sua perspectiva”.  No levantamento da Locomotiva, dos 32% dos domicílios brasileiros com TV paga, quase a metade (42%) também têm Netflix. Aliás, a Classe C responde por 24% das assinaturas da plataforma de streaming.

A Netflix, aliás, foi assunto de vários outros debates ao longo do evento. Num deles, reunindo os presidentes da Sky, Luiz Eduardo Baptista, e o diretor geral da Globosat, Alberto Pecegueiro,  a plataforma foi alvo de críticas. “A Netflix é um grande destruidor de valor da indústria como um todo”, afirmou Pecegueiro, lembrando que o país é o segundo mercado da plataforma no mundo, após os EUA. Ele também disse que há no momento uma inflação dos direitos esportivos e que plataformas que estão atraindo muita publicidade, como o Facebook, não investem em conteúdo. No entanto, ele assinala que há como reagir: “coletivamente somos muito fortes”, disse, em referencia ao conjunto dos programadoras no mercado nacional. Para Baptista, ada Sky, o momento é de reorganização, e só vai sobreviver o distribuidor que tiver o marketing de conteúdo parrudo. “Hoje não se trabalha para distribuir valor de nada”, admite. Para ele, a queda do mercado de assinantes verificado nos últimos dois anos tem na retração do poder aquisitivo do consumidor seu principal motivo.

Luiz Eduardo Baptista e Alberto Pecegueiro. Foto: Marcelo Kahn/Divulgação

Em termos de regulamentação do setor, o presidente da Ancine, Christian de Castro, falou do seu desafio à frente da agência para diminuir o excesso de burocracia na área de fomento. Para ele, questões importantes na pauta da Análise de Impacto Regulatório  da Ancine também passam por priorizar a titularidade das obras para o produtor independente: “O véis é: a regra clara para empoderar o produtor independente local”, afirmou. Ainda sobre as propostas de alíquotas para VOD, o presidente da Ancine reiterou que serão abordadas na próxima reunião do Conselho Superior de Cinema, em 28 de agosto em Brasília. Ali, diz ele, serão discutidas como poderá funcionar na prática a questão da proeminência e também as propostas de cobrança de Condecine sobre ctálogo, com desconto quando houver maior conteúdo nacional.

Christian revelou que o impacto ante a fusão dos grupos AT&T (dona da Sky no Brasil) e o grupo Time Warner (canais da Turner no Brasil) está em análise pela diretoria colegiada da agência. Um novo parecer foi solicitado pelo Cade e Anatel.

 

Em outros paineis, executivos dos canais e também das opoeradoras debateram soluções para retomada de crescimento do setor, que passavam de sugestões

 

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Edianez Parente

Gerente Comunicação e Marketing na Apro

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