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A hora e a vez das mulheres no audiovisual

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Aconteceu na última  quarta-feira, 4 de julho, no CinesSesc, em São Paulo, a 2a. Edição do “Seminário Internacional Mulheres no Audiovisual”. O evento, uma realização da Ancine com o Sesc-SP, teve abertura da diretora da Agência Nacional do Cinema, Debora Ivanov, que apresentou a publicação “Diversidade – Gênero e Raça no Audiovisual Brasileiro 2016-2017”.  “Diversidade faz parte da missão da Ancine”, afirmou. O compilado de dados traz informações relevantes sobre a participação  das mulheres e pessoas de cor no

mercado audiovisual nacional.

Presidente da Comissão de Raça e Diversidade da Agência, Carolina Costa detalhou alguns aspectos do estudo. “As mulheres dirigiram apenas  20% dos filmes exibidos em 2016 (…), sendo que nenhuma mulher negra chegou ás telas de cinema em 2016. Segundo ela, enquanto as mulheres de forma geral enfrentam desigualdade, “as negras experimentam interdição” neste segmento. Para ela, diversidade hoje é um ativo econômico.

O primeiro painel internacional foi protagonizado pela ativistas norte-americanas Fashen Cox DiGiovanni, que de uma forma bastante carismática conduziu a plateia a vibrar com ela sobre ações pró-igualdade de gênero e principalmente de raça . Ela mesma filha de pai negro e mãe branca, contou muito de sua experiência pessoal de vida e no mercado audiovisual até que chegasse a lutar pelo “Inclusion Rider” nada mais do que uma cláusula que garanta em contrato

(foto) A diretora Debora Ivanov

 

que as equipes envolvidas numa produção cinematográfica correspondam à diversidade existente na sociedade.

Para ela, uma conquista recente foi a inclusão de novos membros convidados para a Academia de Cinema, que vota por exemplo nos vencedores do Oscar.  A expectativa é que cheguem a 38% de integrantes negros. Segundo ela, quando a meta é aumentar a diversidade, não basta ter boas intenções, mas sim gerar impacto.

A diretora de marketing da Array, Mercedes Cooper, expôs os desafios da empresa criada por Ava DuVernay para a distribuição de produções assinadas por diretoras mulheres e diretores e diretoras negros no mercado dos EUA.

CONTEÚDO

(Foto) Daniela Mignani, Marina Pompeu e Maria Ângela de Jesus

Os demais painéis contaram com cases totalmente “made in Brazil”. Foram apresentados os trabalhos de emissoras como Canal Brasil (Marina Pompeu), GNT (Daniela Mignani) e também da Netflix (Maria Ângela de Jesus), em prol da diversificação de raça e gênero nos filmes e séries desenvolvidos por elas em produções, coproduções, aquisições e licenciamentos.

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(foto) A CEO Renata Brandão (Conspiração)

Em mesa para assuntos de produção de publicidade e comunicação das marcas, representantes da ONG Think Eva (Mariana Cordeiro),  Mariana Youssef (diretora de cena e representante do FreeTheBid), as pubicitárias Camila Moleta e Laura Florence (fundadoras da plataforma More Girls) e Renata Brandão (CEO da Conspiração e da plataforma Hysteria) fizeram apresentações sobre suas  iniciativas em prol de maior participação feminina na área.

 

(foto)  A diretora Mariana Youssef (FreetheBid)

Tags:
Edianez Parente

Gerente Comunicação e Marketing na Apro

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