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APRO e FilmBrazil marcaram presença no BigFestival 2018

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A APRO e o seu projeto de internacionalização da produção audiovisual FilmBrazil marcaram presença  no BIG Festival 2018 (Brazil’s Independent Games Festival). Este ano, pela primeira vez, o evento agregou outras áreas da economia criativa, como música, cinema, TV, mercado editorial e publicidade por meio de seus projetos vinculados ao programa de apoio da Apex-Brasil.

Foi uma semana intensa, entre 23 de junho e 1º de julho em São Paulo (Centro Cultural São Paulo) e no Rio de Janeiro (Oi Futuro).  O BIG Festival 2018 teve, além do espaço de exposição e competição para os desenvolvedores de jogos, também uma série de palestras e seminários com assuntos de interesse de todos estes mercados. Em São Paulo, o evento todo foi aberto ao público, à exceção de uma área dedicada às rodadas de negócios entre produtores, desenvolvedores e investidores, realizadas em prédio separado.

Assim, estiveram também presentes no evento realizado pela Abragames/BGD (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Digitais), as demais entidades: BM&A (Brasil Música & Artes)/Brazil Music Exchange, BRAVI (Brasil Audiovisual Independente)/Brazilian Content, CBL (Câmara Brasileira do Livro)/Brazilian Publishers, SIAESP/ Cinema do Brasil, além da APRO/FilmBrazil.

Um dos destaques aconteceu no dia da abertura, com um painel voltado à presença da mulher nos diversos segmentos da economia criativa. A FilmBrazil esteve presente por meio de sua gerente-executiva, Marianna Souza, que falou como embaixadora no Brasil do movimento internacional FreeTheBid, que prega uma maior participação de diretoras nas concorrências por produções publicitárias. Ela destacou que já são 46 as diretoras envolvidas no movimento local e com já adesão de uma dúzia de agências de publicidade. “Não é lei de cotas; é oportunidade da mulher poder mostrar o seu trabalho”, afirmou. As demais participantes foram as representantes no mercado editorial, na música, audiovisual e games. Estiveram na apresentação Camila Malaman (Webscore Games), Tiê (cantora/Pink Flamingo), Ana Yumi Kajiki (Editora Boitempo), a diretora Judith Belfer (Spray Filmes) e Barbara Sturm (Elo Company).  Barbara Sturm apresentou o selo ELAS, criado pela produtora para abarcar as produções dirigidas por mulheres. Para ilustrar o tamanho do desafio ela lembrou que o primeiro e único Oscar de direção para uma mulher é bem recente (para Katryn Bigelow, por “Guerra ao Terror”/2010).

Judith Belfer detalhou as dificuldades que têm para conseguir trabalhar sempre com equipes 50% femininas nas produções, e também apresentou o case “Tech Girls” feito pela Spray para o cliente Samsung, além de um videoclipe para a cantora Pitty. As demais palestrantes destacaram, uma a uma, a presença e os desafios para uma maior participação feminina nas suas respectivas esferas da indústria cultural.

VR/AR

 

Painel voltado à  Realidade Aumentada e Realidade Virtual, “VR/AR – O Playground da Internet” teve apresentações de Janaina Augustin (O2 Filmes) e Luiz Evandro (Vetor), que mostraram cases brasileiros das produtoras já de grande importância no mercado. Pela O2, Janaina mostrou detalhes da produção que levou mais de 2 anos ate ser concluída para o domo da área de entrada do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Outros exemplos exibidos por ela foram o da cerimônia de abertura das Olimpíadas no Rio e também um case desenvolvido para o Google Earth, com a Amazônia como tema.

Luiz Evandro afirmou que a VR já passou da fase “um banquinho e um óculos”, salientando que as produções não se destinam a serem filmes, mas sim têm vocação para ser atração de parque de diversões. Ele mostrou o case “Realidade Visceral” feito para a ONG Rede Justiça Criminal, sobre lotação de presídios, que proporcionava uma experiência impactante sobre o problema. O registro das reações do público por meio de realidade gerou mais de 15 milhões de visualizações na internet. Evandro também apresentou o case de VR “Vacinas”, feito para o cliente laboratório Hermes Pardini, criação da agência Ogilvy.

O futuro

 

Na tarde de 28 de junho, no painel “O Futuro da Economia Criativa – Quais as Tendências e Convergências dos Setores Audiovisual, Games, Editorial e Música”,  dirigentes das entidades representativas dos vários segmentos trataram do cenário e desafios de cada uma das áreas

Pela APRO, quem falou foi o integrante do Conselho de Administração, Eduardo Tibiriça, sócio da produtora Bossa Nova, que saudou a iniciativa da reunião dos setores. Na sua apresentação, ele reforçou o papel importante das produtoras de publicidade neste momento de mudança: “O cenário é caótico”, definiu, lembrando que as marcas vivem um momento em que têm de entregar um conteúdo cada vez mais relevante. “É a produtora audiovisual quem tem a capacidade de pensar este conteúdo de uma maneira mais holística”, afirmou. Para Tibiriçá, os desafios passam pela mudança na cultura das agências, sendo necessário reconstruir este ecossistema para um modelo com as produtoras atuando mais como protagonistas e não apenas como prestadoras de serviços do mercado publicitário.

(Edianez Parente)

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